LGBT: DESCONSTRUINDO PARADIGMAS

Por mais inaceitável que pareça, em pelo século XXI, homens e mulheres são alvos de inquisidores em razão de sua orientação sexual (orientação, não opção). Os dados, divulgados pela ONG Grupo Gay em dezembro passado, mostraram que no ano de 2015, aproximadamente 329 pessoas morreram vítimas de “LGBTfobia”, ou seja, uma a cada 27 horas. Em 36 anos de monitoramento, este é o maior número. Além disso, a ONG estimou que cerca de 99% dos crimes, tiveram como estopim a intolerância. E o pior: o Brasil não possui nenhuma legislação específica que tipifique e puna esse tipo de crime, o que dificulta ainda mais o combate aos agressores. 
Apesar de sucessivas tentativas para a aprovação de políticas públicas que combatam a agressão física ou verbal direcionada a homossexuais, bissexuais e/ou transgêneros, nenhuma delas obteve sucesso no Legislativo brasileiro, que jaz calado diante de tal situação, e que, por consequência, deixa determinada parcela da população desamparada. 
Convenhamos, é essencial que o Estado estabeleça políticas de proteção e amparo a este público, que criminalize todo e qualquer ato que tenha como origem a orientação sexual, que prepare os educadores para que saibam agir e combater pensamentos e ações homofóbicas. Não podemos, de forma alguma, permitir que nossos filhos continuem perecendo ao preconceito que distingue seres humanos em cor, sexo, raça e orientação.
Abaixo, campanha de combate à LGBTfobia, produzida e divulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2016:


Mateus Roso

1 comentários

  1. Olá Mateus Roso!
    É triste uma pessoa ser violentada ou discrimina por questão de cor, sexo, raça e orientação. Saber que o governo está calado diante de tal situação é revoltante. Ainda bem que existem pessoas que luta por igualdade, que faz campanhas, projetos e divulgação. Beijos'

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