Resenha: Nem todas as mães amam os filhos - Rose Ferreira

A memória é o lugar mais seguro para guardar as coisas realmente importante, pois, o que não é significativo, a mente se encarrega de apagar. - página 17
Olá!

Hoje eu venho compartilhar com vocês mais uma resenha literária. O livro de hoje é uma cortesia da editora Paulinas - Livros. Foi lançamento no mês de Junho, já apresentei ele aqui no blog. Para conferir basta clicar aqui.      

"Nem todas as mães amam os filhos" é uma autobiografia da autora Rose Ferreira. Amar o filho; parece uma coisa tão evidente ter o instinto maternal. Mas a autora mostra que nem sempre é assim. Muitas vezes além de não ter nenhum afeto pelos filhos, pode não suporta a ideia de ele ter nascido.

A mãe de Rose nunca gostou da filha. Há maltratava e fazia aos olhos dos outros parecer a culpada de todo o seu sofrimento. Era perversa dentro de casa. Porém, fora de casa passava uma imagem totalmente diferente. A imagem de uma mãe dócio, uma mulher dedicada a família, amigos e vizinhos.

Rose apesar de crescer em um ambiente nada amoroso, ser sempre maltratada, nunca teve ódio em seu coração. Pelo contrario, tentava entender o que tinha feito de errado e como agradar seus pais. Esse era o problema, nada tinha feito para ser tratada daquela maneira e nada faria sua mãe mudar.
Quanto menos ela fazia por mim, mais fazia por ela, sempre lhe entregando o meu melhor, na esperança de que ela um dia, adotasse comigo um comportamento mais digno. - página 155
Apesar de não ter nenhum apoio, e perder muitas oportunidades por causa de sua família, Rose conseguiu passar por cima dos obstáculos e vencer na vida. Conseguiu sair de uma casa cheia de sofrimento. Conseguiu um ótimo emprego. E principalmente, ser feliz no amor.

A vida gosta de dar voltas, e fez ela e sua mãe ter que morar novamente debaixo do mesmo teto. Viver mais uma vez com a mulher que fez de tudo para infernizar sua vida parece perturbado. Rose agora poderia fazer sua mãe passar por tudo que um dia fez a filha passar. Mas o coração de Rose é maior que toda essa maldade.

Ela decidi fazer essa experiencia um aprendizado. Descobre por que sua mãe tem essa personalidade. Percebe que não ter culpa das maldades de sua mãe e que os agressores tem esse "poder" de fazer a vítima se sentir culpada. E principalmente, que não importava quanto tempo passasse ou o que Rose fazia, sua mãe nunca mudaria.
"... sinto que fui abençoada com um coração aberto e, até aquele momento, incapaz de guarda mágoas." - página 215
O livro conta uma história forte e sofrida. A autora resolveu escrever com o intuito de ajudar que passa ou já passou por alguma violência domestica. Rose demonstra como ser forte e, apesar de tudo, é possível manter o coração sem magoas. Apesar de ter um pouco mais de 200 página, a leitura flui acaba sendo bem rápida.
Título: Nem todas as mães amam os filhos
Autora: Rose Ferreira
Editora: Paulinas - Livros
Coleção: Superação
Formato: (13,5 x 20,0)
Páginas: 216
Código: 529567
ISNB: 9788535641714
Preço: R$ 35,00

“Nem todas as mães amam os filhos” narra a história de Rose, que passou a vida tentando conquistar o amor de sua mãe – uma mulher com sérios distúrbios de personalidade, finalmente identificados pela filha como traços de psicopatia. Na infância, Rose sofreu maus tratos físicos e psicológicos, foi espancada, humilhada e difamada pela própria mãe, que repetia constantemente o quanto seu nascimento a fizera infeliz e trouxera dissabores para sua vida.

Apesar do ambiente adverso e sem perspectivas, a autora conseguiu estudar e trabalhar, o que lhe concedeu um pouco de liberdade, até que, com a morte do pai, teve de se dedicar aos cuidados da mãe agressora. Mesmo sem entender o motivo de tanta crueldade e desprezo, convivendo com a culpa de não se sentir merecedora do afeto maternal, Rose conseguiu manter certo equilíbrio que a conduziu a uma carreira profissional bem-sucedida e a um casamento feliz.

Somente então, quando por acaso leu um livro sobre psicopatia, conseguiu vislumbrar uma
personalidade tão singular. Ao compreender que não haveria como despertar-lhe amor ou qualquer tipo de emoção, embora se sentindo frustrada por não ser capaz de influenciá-la com bons exemplos e dedicação, fez um grande esforço para aceitar a realidade e escolher o perdão como forma de libertar-se das amarras do desamor e de qualquer desejo de vingança. “Deus nos deu o livre-arbítrio para que possamos escolher os nossos caminhos. Eu escolhi o amor e o perdão.”

Um livro muito bem escrito, apesar do tema difícil e pesado. Mais que uma catarse, oferece pistas para o reconhecimento desse transtorno e de como lidar com ele.

Sobre a autora: Rose Ferreira é formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade de São Paulo e pós-graduada em Administração Mercadológica pela Escola Superior de Propaganda e Marketing. Atuou em sua área de formação por alguns anos, mas se sentiu atraída pela Gestão de Pessoas. Fez sua terceira especialização em Pedagogia Empresarial e implementou programas de Qualidade de Vida no Trabalho. Também foi educadora corporativa por 13 anos. Hoje, auxilia organizações a obter melhores resultados com aperfeiçoamento de processos e capacitação de colaboradores.  
Para adquirir esse livro basta clicar aqui.



21 comentários:

  1. Olá,
    realmente o tema é algo bem contraditório, mas mais comum do que imaginamos. Muitas mães infelizmente não possuem quaisquer ligação com o pai, ou mais, com o filho. Ainda mais nesse caso que envolve violência doméstica, é algo realmente muito complicado.
    Beijos
    www.estilogisele.com.br

    ResponderExcluir
  2. Olá!
    Ainda não conhecia essa obra e achei a premissa bem interessante. Já conheci vários filhos que não tinham o amor das mães e acho que isso é normal, por mais que muitos pensem que não é.
    Anotei a dica de leitura, pois acho que vou curtir muito.
    Parabéns pela resenha, está muito bem escrita.
    Beijos,
    Um Oceano de Histórias

    ResponderExcluir
  3. Olá, eu acho que mãe que é mãe de verdade ama o filho sim. Pode acontecer algum transtorno após o parto e a mulher até desenvolver uma forte depressão, mas com tratamento é possível haver a cura. Mas também existem aquelas mulheres que engravidam por algum descuido (ou qualquer outro motivo) e apenas colocam os filhos no mundo e fazem essas coisas terríveis que a mãe da autora fez, para mim isso não é mãe.

    ResponderExcluir
  4. Olá! Esse é um tema bastante delicado e pesado. Realmente, nem todos nasceram para ter filhos, e psicopatas são pessoas difíceis de lidar. O pior é que eles estão em todo lugar e podem causar sofrimento quando menos se espera. Triste ela nunca ter tido uma boa mãe, mas que bom que ela escolheu o caminho do perdão.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  5. Olá
    que história triste... mas que deve ser envolvente e que arranca lágrimas de qualquer vivente.
    Só com esses relatos já me afloraram muitas emoções, não quero imaginar o que vou sentir quando saborear cada página desse livro.. Sim,. dica anotada! Parabens pela resenha e por compartilhar conosco uma obra linda!

    ResponderExcluir
  6. Oi,

    Fiquei interessadíssima nessa leitura. Uma mãe não amar um filho, para muita gente é algo horrível, porém muito comum. As vezes acho que somos muito romantizados com a relação mãe e filho, que quando vemos uma situação dessa achamos chocantes.
    É triste saber disso, mas a autora está de parabéns por deixar o assunto em evidencia. Principalmente hoje em dia, que vemos situações de violência de mães contra filhos e vice-versa.
    Vou procurar esse livro.

    ResponderExcluir
  7. Olá!
    Esse livro fala de um tema muito interessante: nem toda mulher nasceu para ser mãe. E quando algumas de nós dizemos isso é besteira, porque não temos um filho ainda. É muito triste ver uma criança que não tem culpa de nada passar por todo esse sofrimento. Enfim, parece ser uma leitura bem triste mas com um aprendizado enorme.
    Beijos.
    https://arsenaldeideiasblog.wordpress.com

    ResponderExcluir
  8. olá. Que livro forte, hein??? Acredito que eu ficaria incomodada o tempo inteiro se fosse fazer a leitura... não sei se seria o momento adequado pra isso... de qualquer forma, anotei a dica - caso eu mude de ideia... nunca se sabe, né??? =T
    bjs...

    ResponderExcluir
  9. Eu amo esse tipo de livro que retrata as relações humanas de uma forma pouco mostrada na mídia. Achei a premissa fantástica e se tiver oportunidade lerei com certeza.
    Bjs

    ResponderExcluir
  10. Oiii, tudo bem?
    Gente que livro mais forte e adoraria ter a oportunidade de realizar a leitura, porque creio que me ajudaria em uma cadeira da faculdade.
    Beijinhos

    ResponderExcluir
  11. Ainda não conhecia o livro e acho que não tenho curiosidade para ler. Não acjo o fim do mundo uma mãe não amar o filho, é possível, mas se anão ama, dê a ele a oportunidade de ser amado por outra família. Acho que seria uma leitura melancólica pra mim.
    MEU AMOR PELOS LIVROS
    Beijos

    ResponderExcluir
  12. Olá, tudo bem?
    Importante falar sobre esse tema. Não são todas as mães que amam seus filhos. É como já foi comentado aqui, há muita romantização desse assunto. Há mulheres que odeiam seus filhos. E muito, acredito eu, vá da obrigação de ser mãe. Mulher não pode abortar, dar para a doação é difícil, são cobradas pela sociedade...
    Eu não quero ser mãe e se fosse obrigada a isso, fosse pelo fato de ter engravidado - tomo todos os cuidados necessários, mas nada é 100% eficaz - sei que não seria capaz de amar o filho. Não iria maltratá-lo fisicamente, mas sei que não poderia dar o amor que uma criança merece.
    Eu mesma não fui-sou amada pela minha mãe. Não por esse motivo, mas pelo fato dela e meu pai terem se separado logo depois de eu nascer. Crescer assim não foi fácil, mas beleza, é vida que segue.
    Hoje a gente se dá bem, mas sei que não é amor que ela sente por mim.
    Beijooos
    https://profissao-escritor.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  13. Olá!
    Não conhecia o livro, mas confesso que não chama minha atenção. Não curto autobiografias, ainda mais intensas e tristes assim :(
    É terrível que Rose tenha passado por tanto sofrimento e maldade =/ Acho o amor entre mãe e filho uma coisa tão linda, que é triste demais saber que esse tipo de coisa existe. Se não quer/ama o filho, dê para adoção. Tanta gente por aí querendo ser mãe e não consegue...
    Fico feliz de saber que a autora deu a volta por cima e que o coração dela seja gigante desse jeito.
    Beijos!

    ResponderExcluir
  14. Olá!
    Esse tema é bastante pesado, principalmente para os filhos que sofrem por não ter o apoio e amor da mãe. Penso que para uma mãe não amar o seu filho, ela sofre de algum distúrbio psicológico mesmo, acho que em sã consciência não existe uma mãe que não ame o seu filho. Infelizmente vemos muitos casos de psicopatia que acabam em tragédia. Acho de extrema importância obter informações a respeito do assunto, para reconhecer tais personalidades e ajudar outras pessoas que passam por situações parecidas. Parabéns pela iniciativa ao tema. Bjos

    ResponderExcluir
  15. Acho bacana o livro trazer esse tema mais delicado, pois a sociedade tem a visão que a maternidade sempre é perfeita, o que não é verdade. É algo psicologicamente pesado e que precisa ser mais estudado, e fico surpresa como a Rose agiu de uma forma diferente do que eu imaginaria pra situação. Esse livro parece ser interessantíssimo, buscarei pra ler!

    ResponderExcluir
  16. Oie!
    Não conhecia o livro e acho que nunca li nada da editora.
    A autora, aparentemente, deixa uma senhora lição.
    É meio surreal pensar que uma mãe não gosta do filho que gerou... Já ouvi falar de depressão pós-parto, mas não parece ser esse o caso.
    Fiquei bem curiosa para ler.

    ResponderExcluir
  17. Oi Day,
    Estava curiosa para saber mais sobre esse livro. Não se pode negar que o tema é bem forte, mas o fato de Rose passar por todas essas injustiças e no final escolher o amor e o perdão, pelo menos para mim, deixa a obra tão envolvente, única e complexa. Não são todas as pessoas que escolhem esse caminho. Adorei saber mais!
    Bjim!
    Tammy

    ResponderExcluir
  18. Ainda não sabia desse livro mas pelo título ele já ganha minha curiosidade. Fico imaginando como deve ser, sabendo que muitas pessoas tem o agrado materna, e a mãe dela a culpa pelo erro em sua vida! Com certeza um belo drama que preciso ler, principalmente pela personagens ter superado essa falta de amor materno

    ResponderExcluir
  19. Olá.

    Eu não conhecia esse livro, mas vejo que a proposta da trama é bem forte. Eu não leria o livro pelo nome, nem pela capa, mas agora lendo sua resenha fiquei interessada. Vejo que a protagonista sofreu bastante, mas no fim ela perdoou. Gostei!

    Beijos!

    ResponderExcluir
  20. Oie!
    Eu realmente não conhecia esse livro e achei a temática bem forte não? Mas no fundo é verdadeira né? Muitas mulheres não nasceram para ser mães e quem sofre com isso são as crianças.
    Esse eu acho que não é o tipo de livro que eu leria não :/

    beijos
    Mayara
    Livros & Tal

    ResponderExcluir
  21. Uau! Fiquei boquiaberta, preciso ler, gosto destes assuntos e apesar de não divulgado existem muitos casos parecidos e escolhi, como psicóloga lidar com os sofrimentos humanos, e tenho certeza que esse livro irá contribuir em minha formação, vou procurar 😘

    ResponderExcluir